Juventude e desigualdades. As duas caras do México

“As desigualdades no acesso à educação e às oportunidades econômicas fazem com que existam no México duas caras de um mesmo país: por um lado, um país onde existem jovens conectados e iguais, no sentido de acessos; e, por outro lado, jovens desconectados, desiguais e precarizados”.

Com esta conclusão da doutora Rossana Reguillo Cruz, o diário digital sinembargo.mx começa uma série em quatro entregas, na qual será analisada a realidade enfrentada por 30,6 milhões de jovens no México, incidindo na brecha de carências e oportunidades que deslava o futuro de muitos e, com isso, o potencial de u, grande país.

 As barreiras de acesso à educação ficam em evidência ao observarmos as cifras: apenas 32,9 % da população jovem conta com educação escolar, segundo dados do Inegi  mencionado por este meio, enquanto que apenas 17 % dos mexicanos entre os 25 e 65 anos teria conseguido terminar uma faculdade.

As cifras anteriores situam ao menos a dois terços da população jovem sem a suficiente preparação para enfrentar o mercado de trabalho, o que está relacionado, segundo a análise de sinembargo.mx, com as desigualdades econômicas.  

Os dados da Organização Internacional do Trabalho referidos estimam que quase a metade dos jovens mexicanos entre 15 e 29 anos são vulneráveis a enfrentarem dificuldades para conseguir um trabalho “decente”, isto é, que inclua a possibilidade de um bom salário e direitos trabalhistas. A falta de acesso a oportunidades se agrava para os setores mais vulneráveis da população, como no caso das mulheres e dos indígenas.

Os especialistas em juventude consultados para a elaboração do artigo coincidem em destacar que a retirada do estado da sua função social, assim como o abandono que está realizando com respeito às juventudes, faz com que surjam outros atores e circunstâncias que os cobrem, “substituindo a sociedade e o Estado como modelo de identificação”. Ou seja, o crime organizado e a economia informal, segundo o doutor Alfredo Nateras Domínguez.

O artigo finaliza com uma reflexão em torno às violências juvenis que, em boa parte dos casos, estão relacionadas com a crise social e o desencanto dos jovens com respeito ao Estado.

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